Conta de água fica 3,96% mais cara
Aumento entra em vigor em 1º de março para todas as classes e faixas de consumo da Copasa e da Copanor, que atende áreas do Norte e Nordeste do estado. O índice foi definido pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG). O reajuste corresponde a menos da metade dos 9,05% que haviam sido solicitados pela Copasa no ano passado.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Algumas Conclusões da Comissão da Água em Pasárgada
Quando comparadas as duas propostas tudo indica que a desinfecção com UV é mais eficiente em sua relação custo benefício.
A desinfecção por UV minimizará o impacto sobre a vida aquática das cabeceiras do Tamanduá decorrentes da ocupação humana.
A desinfecção com UV preserva a autonomia da comunidade sobre a gestão e controle do sistema de abastecimento de água.
A desinfecção por UV evitará uma enorme agregação de valor ao produto água, o que oneraria sobremaneira os consumidores, em função da complexificação do sistema e das exigências subseqüentes de prestação de serviços.
Devemos, portanto, encaminhar a proposta com UV para a Prefeitura Municipal de Nova Lima e para o empreendedor atualmente responsável pelo sistema de abastecimento de água.
Acompanhar os trabalhos de reforma e ampliação dos reservatórios de água e do sistema de distribuição pelo empreendedor Pasárgada FFR Lançamentos Ltda.
Apresentar os trabalhos para toda a comunidade na próxima assembleia geral.
A desinfecção por UV minimizará o impacto sobre a vida aquática das cabeceiras do Tamanduá decorrentes da ocupação humana.
A desinfecção com UV preserva a autonomia da comunidade sobre a gestão e controle do sistema de abastecimento de água.
A desinfecção por UV evitará uma enorme agregação de valor ao produto água, o que oneraria sobremaneira os consumidores, em função da complexificação do sistema e das exigências subseqüentes de prestação de serviços.
Devemos, portanto, encaminhar a proposta com UV para a Prefeitura Municipal de Nova Lima e para o empreendedor atualmente responsável pelo sistema de abastecimento de água.
Acompanhar os trabalhos de reforma e ampliação dos reservatórios de água e do sistema de distribuição pelo empreendedor Pasárgada FFR Lançamentos Ltda.
Apresentar os trabalhos para toda a comunidade na próxima assembleia geral.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Carta Aberta de uma Proprietária de Pasárgada
Sou proprietária de imóvel no bairro Pasárgada, apesar de ali não residir.
O relacionamento com a ASPAS começou antes da compra do imóvel e em alguns momentos entendo que suas ações me foram prejudiciais.
Quando fiz a compra do lote no bairro Pasárgada, o critério exigido junto a imobiliária é que fosse em condomínio fechado, pois moro em Brasília.
Por não cumprir esse requisito, sequer quis visitar imóveis em bairros como Vale do Sol ou Casa Branca, apesar de mais baratos.
A imobiliária – que faz anúncios no jornal da ASPAS - Entre Aspas – me apresentou o imóvel no bairro Pasárgada como “em condomínio”. Dessa forma é mencionado nos recibos.
A própria imobiliária me levou ao “escritório” da ASPAS, na entrada do bairro, para que a informação fosse ratificada. E assim o foi. Fui atendida pelo Sr. Jaime que me informou que era um condomínio fechado, com portaria 24 horas. E a compra foi realizada.
O fato já foi posteriormente questionado a ASPAS – especificamente a Sra. Rita – que informou que o engano da informação se devia a falta de conhecimento do funcionário.
Durante a obra o mesmo Sr. Jaime fez vários contatos e exigências. Primeiramente, como meu lote estava em um nível muito acima de uma das ruas que faz esquina, o projeto seria fazer muro de arrimo e cerca no nível mais alto, aproveitando melhor o terreno, por ficar mais plano. O Sr. Jaime informou que a mureta poderia ter somente 80 cm do nível da rua, o que inviabilizaria o muro de arrimo. Para evitar desentendimentos, o projeto foi mudado. O terreno foi todo feito em talude – com grande perda de aproveitamento, e colocada mureta e cerca conforme os critérios da ASPAS.
A mudança do projeto precisou de maior movimentação de terra e no período vieram as chuvas. Consequentemente a água escorreu levando um pouco da terra para a via. Recebi comunicação e laudo de engenheiro da ASPAS questionando a movimentação de terra, a inclinação do terreno e solicitando contenção do solo. As solicitações foram exatamente contrárias as anteriores.
Quando da última eleição da ASPAS recebi folhetos e informativos sobre as realizações da ASPAS e suas propostas para o novo período. Dessa leitura encontrei pontos de discordância e questionei a ASPAS.
Os pontos de preocupação inicial foram os referentes ao exercício de atividades pelos funcionários da ASPAS referentes a serpentes e combate a incêndio. O fato foi questionado a Sra. Letícia, que repassaria a seus superiores. Não houve resposta.
Em 07/09/2009 comuniquei por escrito meu afastamento da ASPAS e solicitei boleto parcial para pagamento e informações para definir as regras de portaria e uso de caixa de correio. Recebi contato telefônico por pessoa que se identificou como Sra. Rita. Nessa conversa esclareci os diversos problemas que entendo a ASPAS tem me causado – como os já relatados. Falei do inconveniente de regras de horário de acesso ao bairro por caminhões de entrega, que estavam me levando a situação de estresse – inclusive com funcionário da portaria - pois como só estou presente em fins de semana, isso tem sido um limitador incomodo.
Questionei a situação de exercício de atividades que possivelmente dão direito a pagamento de adicionais, a risco de pagamento de passivos e também a qualidade dos treinamentos dados aos funcionários, para realmente habilitar o exercício dessas funções.
As respostas não foram satisfatórias.
A Sra. Rita solicitou que eu fosse participante mais ativa da associação.
Para esse fim, comecei a realmente ler toda a correspondência que mantenho arquivada e analisar os registros contábeis disponíveis no sítio http://www.pactonet.com.br/. Dessa leitura detalhada aumentaram as minhas insatisfações.
A Sra. Rita também comentou que sempre fui pontual nos meus pagamentos e avisou que se não continuasse assim haveria ação de cobrança.
Não houve resposta formal por parte da ASPAS.
Com relação às obras, um fim de semana, ao chegar a noite, havia um desvio implantado, dentro do bairro, para acessar minha casa. Achei mal sinalizado. Retornei a portaria e pedi melhores informações. O porteiro me falou que não tinha informações sobre o desvio. Por essa desinformação entendo que a ASPAS não estaria diretamente envolvida com a obra.
O desvio estava sinalizado com cavalete com três dizeres: PREF N L, DECORARTE e ASPAS. Entendi que se tratava de obra da Prefeitura de Nova Lima. Assim, protocolei processo junto a Administração de Nova Lima, questionando o desvio e a falta de identificação de responsabilidade em placas junto a obra.
Nesse mesmo processo – após conhecimento de implantação de transporte de passageiros ( que eu entendia ser público) – questionei a falta de definição dos pontos de embarque e desembarque de passageiros – PED – nas vias do bairro.
O processo ainda se encontra no jurídico da Administração de Nova Lima e aguardo resposta definitiva.
Cópia do texto enviado a Administração da Prefeitura de Nova Lima foi fornecido a ASPAS em 21/09/2009, com carta ratificando a minha decisão de deixar de ser associada, fazendo solicitações e comunicações – em especial o direito de ter acesso por mim ou qualquer convidado a minha casa independente de qualquer ação da “portaria” do bairro, pois, por ser bairro, a circulação de pessoas ou de veículos é livre.
Como não obtive resposta formal, procurei o TJMG (pequenas causas) e entrei com ação para afastar definitivamente da ASPAS e afastar da contribuição mensal como feita hoje.
Em seguida, antes da audiência, recebi resposta da ASPAS das correspondências anteriores. Não entendi como conclusivo meu afastamento e fui informada que o acesso não seria “alterado o tratamento dispensado pelos prepostos”.
Enquanto aguardava a audiência, fiz contato pessoal com a Sra. Letícia, solicitando conversar com o Diretor de Plantão para dar ciências das ações que eu tomaria, pois seriam irreversíveis. O contato não foi possível.
Em outra ocasião, entrei em contato com o Sr. Jaime solicitando contato com o Conselho Fiscal da ASPAS com a mesma intenção. Deixei telefone para contato, mas não recebi retorno.
Aguardei a audiência. Que ocorreu em 09/11/2009. Foi declarado o meu afastamento da ASPAS, mas continuava a exigência do pagamento de contribuição mensal conforme critérios da ASPAS.
Em 26/11/2009 protocolei nova correspondência junto a ASPAS, descrevendo a intenção, que é minha desde o início: a participação nas despesas, mas com algumas restrições, dentre elas temos:
- rateios das despesas por critério que entendo mais justo, que seria a fração da área do meu lote em relação a área total do bairro, independente de estar edificado ou não;
- participação apenas nos custos dos funcionários que exercem função de portaria e monitoramento. Não sendo associada, as despesas administrativas, com festas, jornais, sites, compras e outras não mais a mim seriam afetas;
- as obras, se valorizando o meu imóvel diretamente, poderia ser avaliada a participação nos custos;
- disponibilização de todos os orçamentos e comprovação de gastos, pois como não associada não tenho que ter acesso a contabilidade daquela associação.
Em 01/12/2009 recebi resposta comunicando o recebimento e deixando “ao crivo do Poder Judiciário” a solução dos questionamentos.
Após todas essas ações descritas, considerei esgotada a possibilidade de acertos. E dei início as ações que relutei em fazer.
Por discordar do serviço de transporte como está implantado, e não me fazer ouvir, protocolei junto ao DER/MG consulta, documentando com registros contábeis, horário e itinerário publicado em jornal da ASPAS. Do fato dei ciência a Sra. Letícia, para que ajustes sejam feitos e se evite danos maiores. A motivação é a possibilidade de passivos de alto valor em caso de acidente com danos físicos aos passageiros – custo que – da forma que são divididas hoje as despesas – ainda poderiam ser a mim cobrados. Informo que antes de tomar essa providência consultei órgãos reguladores e fiscalizadores do transporte coletivo de pessoas e li a legislação vigente no país sobre a matéria, conhecimento que cada dia mais aumentou minhas preocupações. Se houver alguém interessado em minha opinião, coloco-me a disposição.
Dos registros contábeis, identifiquei que os custos de material e serviços da obra na Av. Manuel Bandeira foram arcados pela ASPAS. Discordo de obras em vias públicas, principalmente quando há significativa movimentação de terras, aumentando a possibilidade de acidentes tanto quando da obra e depois.
Em relação ao transporte e a obra, por já ter protocolado processo junto a Administração de Nova Lima, ao tomar ciências melhor dos fatos, protocolei novo processo, anexando toda a informação que tinha. Aguardo resposta.
Das receitas e despesas da ASPAS, divulgadas em seus registros contábeis, entendo que a venda de anúncios de jornal e o recebimento de transporte caracterizam prestação de serviço. No meu entender aquela associação passa a empresa prestadora de serviços e comunicação e de transporte. Por isso passa a ser contribuinte de IR, ISS ou – possivelmente- ICMS. Para isso necessitaria de inscrição municipal e talvez estadual.
Ainda sobre a contabilidade, questionei a “despesa” com quadriciclo recebido. Recebi circular informando que era uma despesa devido ao recebimento do bem em acordo. Se é recebimento, eu entendo que deveria ser registrado como receita, não despesa.
Restou-me dúvida também sobre a condição de ser associação sem fins lucrativos.
Para esclarecimento sobre todos esses dados, anexando os documentos que tenho acesso, formalizei consulta a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria Municipal de Fazenda de Nova lima. Aguardo posicionamento.
Outros questionamentos estão sendo providenciados.
Abraço,
Fatima
O relacionamento com a ASPAS começou antes da compra do imóvel e em alguns momentos entendo que suas ações me foram prejudiciais.
Quando fiz a compra do lote no bairro Pasárgada, o critério exigido junto a imobiliária é que fosse em condomínio fechado, pois moro em Brasília.
Por não cumprir esse requisito, sequer quis visitar imóveis em bairros como Vale do Sol ou Casa Branca, apesar de mais baratos.
A imobiliária – que faz anúncios no jornal da ASPAS - Entre Aspas – me apresentou o imóvel no bairro Pasárgada como “em condomínio”. Dessa forma é mencionado nos recibos.
A própria imobiliária me levou ao “escritório” da ASPAS, na entrada do bairro, para que a informação fosse ratificada. E assim o foi. Fui atendida pelo Sr. Jaime que me informou que era um condomínio fechado, com portaria 24 horas. E a compra foi realizada.
O fato já foi posteriormente questionado a ASPAS – especificamente a Sra. Rita – que informou que o engano da informação se devia a falta de conhecimento do funcionário.
Durante a obra o mesmo Sr. Jaime fez vários contatos e exigências. Primeiramente, como meu lote estava em um nível muito acima de uma das ruas que faz esquina, o projeto seria fazer muro de arrimo e cerca no nível mais alto, aproveitando melhor o terreno, por ficar mais plano. O Sr. Jaime informou que a mureta poderia ter somente 80 cm do nível da rua, o que inviabilizaria o muro de arrimo. Para evitar desentendimentos, o projeto foi mudado. O terreno foi todo feito em talude – com grande perda de aproveitamento, e colocada mureta e cerca conforme os critérios da ASPAS.
A mudança do projeto precisou de maior movimentação de terra e no período vieram as chuvas. Consequentemente a água escorreu levando um pouco da terra para a via. Recebi comunicação e laudo de engenheiro da ASPAS questionando a movimentação de terra, a inclinação do terreno e solicitando contenção do solo. As solicitações foram exatamente contrárias as anteriores.
Quando da última eleição da ASPAS recebi folhetos e informativos sobre as realizações da ASPAS e suas propostas para o novo período. Dessa leitura encontrei pontos de discordância e questionei a ASPAS.
Os pontos de preocupação inicial foram os referentes ao exercício de atividades pelos funcionários da ASPAS referentes a serpentes e combate a incêndio. O fato foi questionado a Sra. Letícia, que repassaria a seus superiores. Não houve resposta.
Em 07/09/2009 comuniquei por escrito meu afastamento da ASPAS e solicitei boleto parcial para pagamento e informações para definir as regras de portaria e uso de caixa de correio. Recebi contato telefônico por pessoa que se identificou como Sra. Rita. Nessa conversa esclareci os diversos problemas que entendo a ASPAS tem me causado – como os já relatados. Falei do inconveniente de regras de horário de acesso ao bairro por caminhões de entrega, que estavam me levando a situação de estresse – inclusive com funcionário da portaria - pois como só estou presente em fins de semana, isso tem sido um limitador incomodo.
Questionei a situação de exercício de atividades que possivelmente dão direito a pagamento de adicionais, a risco de pagamento de passivos e também a qualidade dos treinamentos dados aos funcionários, para realmente habilitar o exercício dessas funções.
As respostas não foram satisfatórias.
A Sra. Rita solicitou que eu fosse participante mais ativa da associação.
Para esse fim, comecei a realmente ler toda a correspondência que mantenho arquivada e analisar os registros contábeis disponíveis no sítio http://www.pactonet.com.br/. Dessa leitura detalhada aumentaram as minhas insatisfações.
A Sra. Rita também comentou que sempre fui pontual nos meus pagamentos e avisou que se não continuasse assim haveria ação de cobrança.
Não houve resposta formal por parte da ASPAS.
Com relação às obras, um fim de semana, ao chegar a noite, havia um desvio implantado, dentro do bairro, para acessar minha casa. Achei mal sinalizado. Retornei a portaria e pedi melhores informações. O porteiro me falou que não tinha informações sobre o desvio. Por essa desinformação entendo que a ASPAS não estaria diretamente envolvida com a obra.
O desvio estava sinalizado com cavalete com três dizeres: PREF N L, DECORARTE e ASPAS. Entendi que se tratava de obra da Prefeitura de Nova Lima. Assim, protocolei processo junto a Administração de Nova Lima, questionando o desvio e a falta de identificação de responsabilidade em placas junto a obra.
Nesse mesmo processo – após conhecimento de implantação de transporte de passageiros ( que eu entendia ser público) – questionei a falta de definição dos pontos de embarque e desembarque de passageiros – PED – nas vias do bairro.
O processo ainda se encontra no jurídico da Administração de Nova Lima e aguardo resposta definitiva.
Cópia do texto enviado a Administração da Prefeitura de Nova Lima foi fornecido a ASPAS em 21/09/2009, com carta ratificando a minha decisão de deixar de ser associada, fazendo solicitações e comunicações – em especial o direito de ter acesso por mim ou qualquer convidado a minha casa independente de qualquer ação da “portaria” do bairro, pois, por ser bairro, a circulação de pessoas ou de veículos é livre.
Como não obtive resposta formal, procurei o TJMG (pequenas causas) e entrei com ação para afastar definitivamente da ASPAS e afastar da contribuição mensal como feita hoje.
Em seguida, antes da audiência, recebi resposta da ASPAS das correspondências anteriores. Não entendi como conclusivo meu afastamento e fui informada que o acesso não seria “alterado o tratamento dispensado pelos prepostos”.
Enquanto aguardava a audiência, fiz contato pessoal com a Sra. Letícia, solicitando conversar com o Diretor de Plantão para dar ciências das ações que eu tomaria, pois seriam irreversíveis. O contato não foi possível.
Em outra ocasião, entrei em contato com o Sr. Jaime solicitando contato com o Conselho Fiscal da ASPAS com a mesma intenção. Deixei telefone para contato, mas não recebi retorno.
Aguardei a audiência. Que ocorreu em 09/11/2009. Foi declarado o meu afastamento da ASPAS, mas continuava a exigência do pagamento de contribuição mensal conforme critérios da ASPAS.
Em 26/11/2009 protocolei nova correspondência junto a ASPAS, descrevendo a intenção, que é minha desde o início: a participação nas despesas, mas com algumas restrições, dentre elas temos:
- rateios das despesas por critério que entendo mais justo, que seria a fração da área do meu lote em relação a área total do bairro, independente de estar edificado ou não;
- participação apenas nos custos dos funcionários que exercem função de portaria e monitoramento. Não sendo associada, as despesas administrativas, com festas, jornais, sites, compras e outras não mais a mim seriam afetas;
- as obras, se valorizando o meu imóvel diretamente, poderia ser avaliada a participação nos custos;
- disponibilização de todos os orçamentos e comprovação de gastos, pois como não associada não tenho que ter acesso a contabilidade daquela associação.
Em 01/12/2009 recebi resposta comunicando o recebimento e deixando “ao crivo do Poder Judiciário” a solução dos questionamentos.
Após todas essas ações descritas, considerei esgotada a possibilidade de acertos. E dei início as ações que relutei em fazer.
Por discordar do serviço de transporte como está implantado, e não me fazer ouvir, protocolei junto ao DER/MG consulta, documentando com registros contábeis, horário e itinerário publicado em jornal da ASPAS. Do fato dei ciência a Sra. Letícia, para que ajustes sejam feitos e se evite danos maiores. A motivação é a possibilidade de passivos de alto valor em caso de acidente com danos físicos aos passageiros – custo que – da forma que são divididas hoje as despesas – ainda poderiam ser a mim cobrados. Informo que antes de tomar essa providência consultei órgãos reguladores e fiscalizadores do transporte coletivo de pessoas e li a legislação vigente no país sobre a matéria, conhecimento que cada dia mais aumentou minhas preocupações. Se houver alguém interessado em minha opinião, coloco-me a disposição.
Dos registros contábeis, identifiquei que os custos de material e serviços da obra na Av. Manuel Bandeira foram arcados pela ASPAS. Discordo de obras em vias públicas, principalmente quando há significativa movimentação de terras, aumentando a possibilidade de acidentes tanto quando da obra e depois.
Em relação ao transporte e a obra, por já ter protocolado processo junto a Administração de Nova Lima, ao tomar ciências melhor dos fatos, protocolei novo processo, anexando toda a informação que tinha. Aguardo resposta.
Das receitas e despesas da ASPAS, divulgadas em seus registros contábeis, entendo que a venda de anúncios de jornal e o recebimento de transporte caracterizam prestação de serviço. No meu entender aquela associação passa a empresa prestadora de serviços e comunicação e de transporte. Por isso passa a ser contribuinte de IR, ISS ou – possivelmente- ICMS. Para isso necessitaria de inscrição municipal e talvez estadual.
Ainda sobre a contabilidade, questionei a “despesa” com quadriciclo recebido. Recebi circular informando que era uma despesa devido ao recebimento do bem em acordo. Se é recebimento, eu entendo que deveria ser registrado como receita, não despesa.
Restou-me dúvida também sobre a condição de ser associação sem fins lucrativos.
Para esclarecimento sobre todos esses dados, anexando os documentos que tenho acesso, formalizei consulta a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria Municipal de Fazenda de Nova lima. Aguardo posicionamento.
Outros questionamentos estão sendo providenciados.
Abraço,
Fatima
sábado, 2 de janeiro de 2010
Proposta para Tratamento da Água em Pasárgada - Introdução
A formação da comunidade de Pasárgada iniciou-se na década de setenta, com o processo de loteamento do vale das cabeceiras do ribeirão Tamanduá, até seu ponto de confluência com o ribeirão Capão da Serra, afluentes do rio Macacos, região localizada nas proximidades do arraial de Macacos, o distrito de São Sebastião das Águas Claras.
Mas é só no final dos anos noventa que a comunidade passa a se organizar através da criação da Associação dos Proprietários de Pasárgada – ASPAS, na intenção de enfrentar os inúmeros problemas decorrentes do processo de ocupação humana, que segue em aceleração progressiva e irreversível.
Esta comunidade porém desfruta de algumas oportunidades e intenções para o enfrentamento da problemática da ocupação humana sem a mera repetição automática dos erros mais gritantes das típicas urbanizações consideradas modernas.
Neste sentido, a comunidade tem procurado construir progressivamente soluções para seus problemas que levem em consideração o meio ambiente privilegiado, formado pelos biomas cerrado e mata atlântica, que constituem sua área de ocupação, lhe servem de recursos naturais e representam a razão de ser da evasão da cidade de boa parte dos habitantes de Pasárgada.
Como exemplo, podemos citar a abordagem do difícil problema do esgoto. Sendo Pasárgada uma área estritamente residencial, a comunidade já ganha com a minimização do problema, pela não existência de esgotos e resíduos produzidos por atividades industriais e outras. Também as medidas de proibição da verticalização da ocupação evitam a multiplicação exponencial do problema do esgotamento. E, na abordagem dos esgotos domiciliares, a comunidade optou pela construção das fossas sépticas diluidoras anaeróbicas por unidade residencial, constituindo assim micro-estações de tratamento do esgoto individuais, autônomas e em circuito fechado. Com isto, a comunidade evita a circulação dos parasitas, como baratas, roedores, etc, que circulam habitualmente pelos sistemas em rede de esgoto, comuns nas cidades. E, principalmente, não despeja seu esgoto contaminando os cursos d`água, prática brutal também típica das cidades. Também não centraliza o tratamento em Estações de Tratamento de maior porte, que geram mal cheiro para a vizinhança, e exigem soluções mais complexas e onerosas. Por fim, essas estações domiciliares utilizam o solo como elemento filtrante final, usufruindo das características favoráveis do solo da região que não é muito arenoso, o que reduziria a capacidade filtrante, nem muito argiloso, o que criaria uma impermeabilidade que encarceraria o sistema, reduzindo eficiência. Por fim, a faixa de área de preservação permanente de trinta metros de afastamento dos cursos d`água evita que haja construções destas pequenas estações nas proximidades dos rios, garantindo que os sumidouros finais não atinjam as águas superficiais. E, como a ocorrência das águas subterrâneas na região tem apresentado profundidade superior a quinze metros, com solo de alta densidade filtrante, estas águas também encontram-se a salvo até o momento, e desde que respeitadas as normas.
Este exemplo do esgoto serve para demonstrar o potencial desta comunidade para constituir-se em uma eco-vila ou eco-bairro, ou seja, um grupo residencial que elabora soluções que possam ser ecologicamente corretas, economicamente viáveis, culturalmente aceitáveis, constituindo assim sua sustentabilidade.
Mas, ao mesmo tempo, este exemplo do esgoto representa já em si mesmo, a solução de metade do problema da água, que pode ser dividido em duas partes, sendo a primeira fazê-la chegar com qualidade física e química adequada ao consumo humano até as residências, e a segunda, dar um destino adequado e seguro às chamadas “águas servidas” após seu uso.
Sendo assim, a segunda parte do problema, o destino dado às águas após seu uso, já tem tido em Pasárgada uma solução melhor e superior à habitualmente encontrada nas cidades. Resta então a primeira parte, que pode ser subdividida em captação, armazenamento, tratamento e distribuição, para garantir água com qualidade e quantidade para o consumo humano nesta comunidade em franco crescimento exponencial do uso deste recurso natural.
Nosso desafio não é pequeno, conseguiremos construir uma resposta que possa ser além de eficiente, o que já não é pouco, também respeitosa com os ecossistemas hídricos que compõem nosso meio ambiente? Conseguiremos uma resposta que possa ser melhor e superior à que encontramos nas cidades ao nosso redor? Como não repetir os esquemas prontos, produzidos nestas cidades que são descaradamente insustentáveis? Para conseguirmos isto teremos que levar em consideração nossas condições objetivas, as particularidades desta comunidade, e dos nossos recursos naturais, como aconteceu no caso do esgoto domiciliar, principalmente na abordagem do item tratamento da água, que é a parte deste problema sobre a qual nos deteremos agora.
Com isto, não precisamos utilizar aqui a mesma lógica que rege o tratamento de águas nos grandes conglomerados urbanos. Podemos, por exemplo, comparar nossa situação, e nossa necessidade de tratamento de água, com a estação de tratamento do Guandu no Rio de Janeiro.
A estação de tratamento de água do Guandu é a maior do mundo. Ela abastece oito milhões de moradores do Rio de Janeiro e faz milagres todos os dias: transforma a água imunda do rio Guandu em água potável: “A água está comprometida porque toda a área da captação tem lixo, esgoto, areal, poluição química”, afirma Carlos Minc, ministro de Meio-Ambiente.
Hora, se fossemos propor o tratamento desta água imunda do rio Guandu, já na região litorânea, depois de percorrer centenas de quilômetros de áreas degradadas e contaminantes, sem o uso de fortíssimos elementos químicos, estaríamos sendo irrealistas e fantasiosos.
Mas a nossa realidade é felizmente oposta à da Estação Guandu, estamos na região montanhosa, bem próximos das nascentes que nos abastecem, nossas águas nascem aqui mesmo, podemos de forma relativamente fácil, garantir nossas áreas de captação livres de lixo, esgoto, areal, poluição química, industrial ou doméstica. Até hoje temos feito uso da água sem nenhum tratamento, de forma relativamente satisfatória. Nunca houve em Pasárgada uma contaminação significativa por patologias de veiculação hídrica, estamos bem longe das realidades que convivem com as epidemias de cólera que levaram ao aumento significativo das taxas de cloro nas águas de consumo humano.
Isto significa que temos as condições objetivas favoráveis para evitar a adulteração química da água que consumimos, e que é consumida e compartilhada por todos os seres vivos que habitam esta região das cabeceiras do Tamanduá.
Podemos, neste momento decisivo, em que serão definidos os procedimentos de tratamento/desinfecção da água de abastecimento de Pasárgada, optar pela preservação da integridade física de nossa água, evitando sua corrupção química pelos tradicionais processos de cloração, que trazem conseqüências deletérias para todos os seres vivos, incluindo aí os seres humanos, que passam a ingerir clorofórmio, mas principalmente para os seres aquáticos, para o ecossistema hídrico, para a microbiota.
Cabe aqui ainda uma ressalva quanto à própria terminologia “tratamento da água”, que já indica por si só que a água a ser tratada esteja doente, e portanto precisa ser submetida a tratamentos, em geral antibióticos, ou seja, anti-bios, anti-vida, desinfetantes, bactericidas, procedendo o microbiocídio. Ora, isto é uma verdade evidente na Estação de Guandu, que recebe uma água já corrompida, adulterada, adoecida, contaminada, e que precisa de tratamento. Mas, não parece, felizmente, até o momento, ser o caso da água que estamos consumindo continuamente nas últimas décadas em Pasárgada.
Mas é só no final dos anos noventa que a comunidade passa a se organizar através da criação da Associação dos Proprietários de Pasárgada – ASPAS, na intenção de enfrentar os inúmeros problemas decorrentes do processo de ocupação humana, que segue em aceleração progressiva e irreversível.
Esta comunidade porém desfruta de algumas oportunidades e intenções para o enfrentamento da problemática da ocupação humana sem a mera repetição automática dos erros mais gritantes das típicas urbanizações consideradas modernas.
Neste sentido, a comunidade tem procurado construir progressivamente soluções para seus problemas que levem em consideração o meio ambiente privilegiado, formado pelos biomas cerrado e mata atlântica, que constituem sua área de ocupação, lhe servem de recursos naturais e representam a razão de ser da evasão da cidade de boa parte dos habitantes de Pasárgada.
Como exemplo, podemos citar a abordagem do difícil problema do esgoto. Sendo Pasárgada uma área estritamente residencial, a comunidade já ganha com a minimização do problema, pela não existência de esgotos e resíduos produzidos por atividades industriais e outras. Também as medidas de proibição da verticalização da ocupação evitam a multiplicação exponencial do problema do esgotamento. E, na abordagem dos esgotos domiciliares, a comunidade optou pela construção das fossas sépticas diluidoras anaeróbicas por unidade residencial, constituindo assim micro-estações de tratamento do esgoto individuais, autônomas e em circuito fechado. Com isto, a comunidade evita a circulação dos parasitas, como baratas, roedores, etc, que circulam habitualmente pelos sistemas em rede de esgoto, comuns nas cidades. E, principalmente, não despeja seu esgoto contaminando os cursos d`água, prática brutal também típica das cidades. Também não centraliza o tratamento em Estações de Tratamento de maior porte, que geram mal cheiro para a vizinhança, e exigem soluções mais complexas e onerosas. Por fim, essas estações domiciliares utilizam o solo como elemento filtrante final, usufruindo das características favoráveis do solo da região que não é muito arenoso, o que reduziria a capacidade filtrante, nem muito argiloso, o que criaria uma impermeabilidade que encarceraria o sistema, reduzindo eficiência. Por fim, a faixa de área de preservação permanente de trinta metros de afastamento dos cursos d`água evita que haja construções destas pequenas estações nas proximidades dos rios, garantindo que os sumidouros finais não atinjam as águas superficiais. E, como a ocorrência das águas subterrâneas na região tem apresentado profundidade superior a quinze metros, com solo de alta densidade filtrante, estas águas também encontram-se a salvo até o momento, e desde que respeitadas as normas.
Este exemplo do esgoto serve para demonstrar o potencial desta comunidade para constituir-se em uma eco-vila ou eco-bairro, ou seja, um grupo residencial que elabora soluções que possam ser ecologicamente corretas, economicamente viáveis, culturalmente aceitáveis, constituindo assim sua sustentabilidade.
Mas, ao mesmo tempo, este exemplo do esgoto representa já em si mesmo, a solução de metade do problema da água, que pode ser dividido em duas partes, sendo a primeira fazê-la chegar com qualidade física e química adequada ao consumo humano até as residências, e a segunda, dar um destino adequado e seguro às chamadas “águas servidas” após seu uso.
Sendo assim, a segunda parte do problema, o destino dado às águas após seu uso, já tem tido em Pasárgada uma solução melhor e superior à habitualmente encontrada nas cidades. Resta então a primeira parte, que pode ser subdividida em captação, armazenamento, tratamento e distribuição, para garantir água com qualidade e quantidade para o consumo humano nesta comunidade em franco crescimento exponencial do uso deste recurso natural.
Nosso desafio não é pequeno, conseguiremos construir uma resposta que possa ser além de eficiente, o que já não é pouco, também respeitosa com os ecossistemas hídricos que compõem nosso meio ambiente? Conseguiremos uma resposta que possa ser melhor e superior à que encontramos nas cidades ao nosso redor? Como não repetir os esquemas prontos, produzidos nestas cidades que são descaradamente insustentáveis? Para conseguirmos isto teremos que levar em consideração nossas condições objetivas, as particularidades desta comunidade, e dos nossos recursos naturais, como aconteceu no caso do esgoto domiciliar, principalmente na abordagem do item tratamento da água, que é a parte deste problema sobre a qual nos deteremos agora.
Com isto, não precisamos utilizar aqui a mesma lógica que rege o tratamento de águas nos grandes conglomerados urbanos. Podemos, por exemplo, comparar nossa situação, e nossa necessidade de tratamento de água, com a estação de tratamento do Guandu no Rio de Janeiro.
A estação de tratamento de água do Guandu é a maior do mundo. Ela abastece oito milhões de moradores do Rio de Janeiro e faz milagres todos os dias: transforma a água imunda do rio Guandu em água potável: “A água está comprometida porque toda a área da captação tem lixo, esgoto, areal, poluição química”, afirma Carlos Minc, ministro de Meio-Ambiente.
Hora, se fossemos propor o tratamento desta água imunda do rio Guandu, já na região litorânea, depois de percorrer centenas de quilômetros de áreas degradadas e contaminantes, sem o uso de fortíssimos elementos químicos, estaríamos sendo irrealistas e fantasiosos.
Mas a nossa realidade é felizmente oposta à da Estação Guandu, estamos na região montanhosa, bem próximos das nascentes que nos abastecem, nossas águas nascem aqui mesmo, podemos de forma relativamente fácil, garantir nossas áreas de captação livres de lixo, esgoto, areal, poluição química, industrial ou doméstica. Até hoje temos feito uso da água sem nenhum tratamento, de forma relativamente satisfatória. Nunca houve em Pasárgada uma contaminação significativa por patologias de veiculação hídrica, estamos bem longe das realidades que convivem com as epidemias de cólera que levaram ao aumento significativo das taxas de cloro nas águas de consumo humano.
Isto significa que temos as condições objetivas favoráveis para evitar a adulteração química da água que consumimos, e que é consumida e compartilhada por todos os seres vivos que habitam esta região das cabeceiras do Tamanduá.
Podemos, neste momento decisivo, em que serão definidos os procedimentos de tratamento/desinfecção da água de abastecimento de Pasárgada, optar pela preservação da integridade física de nossa água, evitando sua corrupção química pelos tradicionais processos de cloração, que trazem conseqüências deletérias para todos os seres vivos, incluindo aí os seres humanos, que passam a ingerir clorofórmio, mas principalmente para os seres aquáticos, para o ecossistema hídrico, para a microbiota.
Cabe aqui ainda uma ressalva quanto à própria terminologia “tratamento da água”, que já indica por si só que a água a ser tratada esteja doente, e portanto precisa ser submetida a tratamentos, em geral antibióticos, ou seja, anti-bios, anti-vida, desinfetantes, bactericidas, procedendo o microbiocídio. Ora, isto é uma verdade evidente na Estação de Guandu, que recebe uma água já corrompida, adulterada, adoecida, contaminada, e que precisa de tratamento. Mas, não parece, felizmente, até o momento, ser o caso da água que estamos consumindo continuamente nas últimas décadas em Pasárgada.
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