Proposta Simplificada da Chapa Pasárgada Para Todos
Considerando que apesar das inegáveis e louváveis benfeitorias e avanços alcançados e realizados pelas últimas diretorias da ASPAS, alguns pontos cruciais restam relegados ao segundo plano, é que o grupo de moradores de Pasárgada abaixo relacionado vem tornar público suas principais diretrizes de atuação, segundo
às quais pretende concorrer às próxima eleições para diretoria da ASPAS:
1- Investir maciçamente na melhoria e aprofundamento da experiência democrática em Pasárgada. Isto considerando que, em primeiro lugar, a democracia é uma experiência de gestão e convívio em contínua construção, necessitando ser cultivada e estimulada através de colegiado gestor, gestão horizontalizada e compartilhada, orçamento participativo, incentivo à participação ampla e irrestrita da comunidade e do seu entorno, ampliação das formas de consulta e contribuição da comunidade. Considerando, em segundo lugar, que a experiência democrática que conhecemos de outras instâncias é, muitas vezes, pobre, deficitária ou até degradada.
2- Investir intensamente na elaboração e condução de um desenvolvimento cuidadoso e sustentável da ocupação do espaço pela nossa comunidade. Isto considerando que, em nossa pequena escala, enfrentamos aqui todos os grandes desafios e dilemas hoje colocados para a humanidade, como o manejo responsável da produção e destinação do lixo orgânico, do lixo reciclável e reutilizável, dos resíduos sólidos em geral, e também, o uso consciente e prudente do solo e da água, o manejo com preservação do bioma cerrado, a savana de maior biodiversidade do planeta, e do bioma mata atlântica, com o dilema do aumento progressivo da presença humana sem a fatalidade da extinção da biodiversidade antes presente em fauna e flora, o tratamento adequado do esgoto residencial sem contaminação do solo e lençol freático, a utilização previdente de energias limpas, como a solar, e de tecnologias construtivas de baixo impacto, como a bioarquitetura, o convívio possível com a maior variedade de espécies animais e vegetais, com manejo agro-florestal que evite uso de pesticidas e formicidas que envenenem o ambiente em que vivemos, o transporte solidário em substituição do solitário, o cultivo inclusive das paisagens, enfim, um compromisso integral com a vida presente e futura.
3- Investir amplamente na construção de relações interinstitucionais que possam proteger a micro-bacia do Tamanduá e sobretudo suas cabeceiras que alimentam e sustentam a vida em todo seu vale, com o necessário enfrentamento das ameaças do extrativismo mineral abusivo ou da exploração imobiliária desenfreada, eco-socialmente irresponsáveis.