O acesso à água: entre a privatização e a solidariedade
por cristiano última modificação 05/07/2010 13:48
Parceria com o Brasil possibilita captação e armazenamento da água da chuva, permitindo o acesso à água limpa no país.
*Extraído de: http://www.brasildefato.com.br/
Thalles Gomes
Ti Rivye Latibonit/Haiti
Muitos são os desafios do povo haitiano na tarefa de reconstrução do país após o terremoto de 12 de Janeiro de 2010 que vitimou mais de 300 mil pessoas e desabrigou outras 1,5 milhão. No entanto, uma das demandas mais emergenciais – e que já dificultava a vida de milhões de haitianos bem antes do terremoto – é a do acesso à água limpa.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), um em cada dois haitianos não tem acesso à água potável. Se somarmos isso ao fato de que apenas 19% da população têm acesso ao sistema de saneamento básico, e que esses dados não contabilizam os danos da catástrofe de 12 de Janeiro, podemos perceber a gravidade e centralidade da questão da água no panorama atual do país.
Enquanto algumas multinacionais propõem como saída para esse dilema a privatização da água, transformando-a cada vez mais em mera mercadoria – a Nestlé, por exemplo, colocou em circulação cerca de 1 milhão de dólares em garrafas de água no país após o terremoto – há os que buscam outras formas de solidariedade. Os movimentos sociais que compõem a Via Campesina Brasil, por exemplo, estão compartindo com os camponeses haitianos as experiências e técnicas de captação da água da chuva.
Com índices pluviométricos anuais que variam de 500mm nas regiões mais áridas a 2.500mm nas montanhas, o Haiti possui um média anual de incidência de chuvas semelhantes a algumas das regiões mais úmidas no Brasil. De fato, não falta água no Haiti, o que falta é um melhor aproveitamento da que já existe. Diante disso, a técnica de captação de água da chuva através de cisternas e seu posterior reaproveitamento tanto para uso humano como para atividades produtivas agropecuárias se
configura como uma das soluções mais viáveis para o problema do acesso à água limpa no país.
Uma troca de experiências nessa área já está em curso há alguns anos entre movimentos camponeses haitianos e brasileiros. A ida de técnicos brasileiros ao Haiti e a visita de camponeses e lideranças haitianas ao Brasil vêm alastrando e divulgando as diversas técnicas de construção e utilização de cisternas. Entretanto, após o terremoto de 12 de Janeiro, tornou-se necessária intensificar e incrementar essa troca.
Por esse motivo, uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza do Governo da Bahia, a Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério de Relações Exteriores e a Via Campesina Brasil está proporcionando a entrega de 1.284 cisternas emergências de polietileno às famílias camponesas haitianas.
Este tipo de especial de cisterna, com capacidade para armazenar até 8 mil litros de água, por ser feita de material mais flexível e financeiramente mais acessível é o mais indicado para atender as necessidades emergenciais dos camponeses e camponesas haitianos.
Estas 1.284 cisternas desembarcaram em solo haitiano no dia 10 de Junho de 2010 e, através da ação da Brigada da Via Campesina Brasil no Haiti e os movimentos camponeses haitianos, já começaram a ser distribuídas e instaladas em diversas regiões do país. Comunidades camponesas nos departamentos Norte, Noroeste, Nordeste, Latibonit, Central, Oeste, Sudeste, Nippes e Grandanse já receberam as cisternas. O passo atual é o da formação técnica e política, para que as
comunidades beneficiadas possam não só instalar as cisternas em suas casas, como também compreender os entraves e desafios que a problemática do acesso à água enfrenta no Haiti e no mundo. Esta formação já está em curso, organizada pelos movimentos camponeses haitianos e a Brigada da Via Campesina Brasil no Haiti.
As primeiras cisternas já foram instaladas. A perspectiva é que para o próximo período 30 mil cisternas sejam enviadas ao Haiti. Um exemplo concreto de solidariedade entre os povos, que não precisa nem de armas nem de lucros para se efetivar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O VERDE NÃO É LIXO
Carta À Diretoria Financeira da ASPAS,
Saudações Democráticas,
Venho a esta diretoria solicitar alguns esclarecimentos para dúvidas que tive diante do balancete mensal que me foi enviado juntamente à boleta de junho de pagamento da taxa desta associação à qual pertenço.
A primeira dúvida diz respeito ao item 07 – Viagens coleta lixo verde, com uma despesa muito significativa de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais).
Diante de uma despesa de tamanho vulto, solicito a gentileza de me informarem em qual assembleia deliberou-se sobre a mesma, uma vez que, pessoalmente não consegui lembrar-me desta deliberação e revendo algumas poucas atas de assembléias disponíveis no site desta associação também não localizei a informação.
Gostaria de ressaltar que lidar com a matéria orgânica proveniente de podas pela alcunha de “lixo” já me parece em si um grande equívoco, similar à compreensão de que os terrenos habitados pela flora nativa estão “sujos”, e devam ser limpados. Bem, sublinho nesta oportunidade que esta visão não é compartilhada por todos, e talvez nem mesmo pela maioria, já que encontra-se em expansão uma outra visão mais integrada à natureza, que considera esta mesma sobra como um excelente adubo orgânico, que deve ser mantido aqui como forma de preservar a biomassa deste nosso ambiente para a sustentabilidade da força de renovação vegetal dos nossos solos. Ou seja, estamos pagando caro para exportar parte da biomassa de nosso meio-ambiente, empobrecendo nossos solos, enfraquecendo suas forças de renovação, pois esta mesma biomassa iria recompor, retornando à flora em crescimento.
Aproveito para fazer aqui, portanto, uma solicitação formal para que este tema da evasão de biomassa com empobrecimento dos solos seja incluído na pauta da próxima assembleia desta associação.
Minha segunda dúvida refere-se ao item 6- Despesas postais, e quanto a este item, o que me surpreendeu foi o valor de R$ 5528,85, de despesas postais em um único mês, e gostaria de ser esclarecido sobre isto.
Antecipadamente agradeço pelos esclarecimentos disponibilizados por esta diretoria que vem sempre frisando em seus comunicados a transparência e a participação como valores princeps.
Atenciosamente,
Saudações Democráticas,
Venho a esta diretoria solicitar alguns esclarecimentos para dúvidas que tive diante do balancete mensal que me foi enviado juntamente à boleta de junho de pagamento da taxa desta associação à qual pertenço.
A primeira dúvida diz respeito ao item 07 – Viagens coleta lixo verde, com uma despesa muito significativa de R$ 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais).
Diante de uma despesa de tamanho vulto, solicito a gentileza de me informarem em qual assembleia deliberou-se sobre a mesma, uma vez que, pessoalmente não consegui lembrar-me desta deliberação e revendo algumas poucas atas de assembléias disponíveis no site desta associação também não localizei a informação.
Gostaria de ressaltar que lidar com a matéria orgânica proveniente de podas pela alcunha de “lixo” já me parece em si um grande equívoco, similar à compreensão de que os terrenos habitados pela flora nativa estão “sujos”, e devam ser limpados. Bem, sublinho nesta oportunidade que esta visão não é compartilhada por todos, e talvez nem mesmo pela maioria, já que encontra-se em expansão uma outra visão mais integrada à natureza, que considera esta mesma sobra como um excelente adubo orgânico, que deve ser mantido aqui como forma de preservar a biomassa deste nosso ambiente para a sustentabilidade da força de renovação vegetal dos nossos solos. Ou seja, estamos pagando caro para exportar parte da biomassa de nosso meio-ambiente, empobrecendo nossos solos, enfraquecendo suas forças de renovação, pois esta mesma biomassa iria recompor, retornando à flora em crescimento.
Aproveito para fazer aqui, portanto, uma solicitação formal para que este tema da evasão de biomassa com empobrecimento dos solos seja incluído na pauta da próxima assembleia desta associação.
Minha segunda dúvida refere-se ao item 6- Despesas postais, e quanto a este item, o que me surpreendeu foi o valor de R$ 5528,85, de despesas postais em um único mês, e gostaria de ser esclarecido sobre isto.
Antecipadamente agradeço pelos esclarecimentos disponibilizados por esta diretoria que vem sempre frisando em seus comunicados a transparência e a participação como valores princeps.
Atenciosamente,
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Falsos Condomínios
Álvaro Dias denuncia cobrança irregular por associações de moradores
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apelou aos juízes de Primeira Instância para que sigam a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não permitam que associações de moradores cobrem taxas de condomínio de famílias que vivem em loteamentos urbanos e que não queiram contribuir. O senador disse que há casos de moradores ameaçados até de perder suas residências, com base em penhoras judiciais, porque não aceitam pagar taxas cobradas por melhorias, segurança, urbanização e outras benfeitorias feitas à sua revelia. Álvaro Dias citou decisões dos ministros Fernando Gonçalves e Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, estabelecendo que taxas de manutenção não podem ser cobradas por associações de moradores de condomínios de forma impositiva. O senador citou também a Constituição federal, que garante que ninguém poderá associar-se a nenhuma entidade contra a própria vontade. O senador informou que fez o pronunciamento a pedido de cidadãos que sofrem pressões e ameaças de penhora judicial de imóveis porque não reconhecem como legítimas associações de moradores que lhes impõem a cobrança das taxas de benfeitorias.
fonte: http://www.senado.gov.br
sábado, 27 de março de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)




